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O segundo dia do Seminário Internacional da Chapada do Araripe discutiu pautas sobre o território, patrimônio e economia da cultura

  • viiseminariobaciac
  • 24 de mai.
  • 3 min de leitura

A ênfase dos debates foi sobre o patrimônio cultural da Chapada do Araripe


Manhã do segundo dia de Seminário Internacional da Chapada do Araripe
Manhã do segundo dia de Seminário Internacional da Chapada do Araripe

O VII Seminário Internacional Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe- Patrimônio Dá Humanidade com o tema Patrimônio e Infância continua firme no segundo dia, com conferência e rodas de conversa sobre a candidatura da Chapada do Araripe a Patrimônio Mundial.


O dia começou com a conferência "Patrimônio e Ecossistemas Culturais em Territórios Singulares" ministrada por Conceição Lopes, pesquisadora do Instituto de Arqueologia, Arte e Patrimônio da Universidade de Coimbra. Ela dialogou sobre como o território é um espaço em que as memórias são ferramentas de transmissão para o futuro.


“Quando falamos de território, falamos de lugares em que as construções são habitadas por pessoas que se preocupam e que se empenham em preservar a memória e em transmiti-la” - enfatizou a pesquisadora.


Conceição Lopes também destacou que o protagonismo infanto-juvenil incentivado pela Fundação Casa Grande é parte essencial desse processo de memória e transmissão. As crianças e jovens são sujeitos de percepção, capazes de ler, imaginar e refletir sobre o território, e se não houver o desenvolvimento da interpretação, não há transmissão sobre os valores da preservação desse patrimônio.


Conceição Lopes durante a conferência "Patrimônio e Ecossistemas Culturais em Territórios Singulares"
Conceição Lopes durante a conferência "Patrimônio e Ecossistemas Culturais em Territórios Singulares"

A segunda roda de conversa “Panorama do processo de candidatura da Chapada do Araripe a patrimônio da humanidade e próximos passos” foi mediada por Beijanizy Abadia arqueóloga do Centro Nacional de Arqueologia (CNA/IPHAN) e contou com as participações de Deyvesson Gusmão, Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional  (IPHAN-DF), e Rafael Piccinini Machado, diplomata do Ministério das Relações Exteriores.


Dayvesson Gusmão, Presidente do IPHAN, fez uma retrospectiva do processo de candidatura da Chapada do Araripe à lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Ele destacou que os seminários realizados desde 2019 foram fundamentais para fortalecer essa articulação política e institucional. 


Em fevereiro de 2024, o Governo Federal encaminhou oficialmente a ficha de inclusão da Chapada do Araripe na lista indicativa da UNESCO, com a candidatura sendo aprovada em março do mesmo ano. Agora, o processo passa por avaliações técnicas internacionais sobre critérios de preservação, conservação e relevância histórica, que são as etapas que antecedem a decisão final do Comitê do Patrimônio Mundial. 


Rafael Piccinini, diplomata do Ministério das Relações Exteriores, explicou que eles trabalham em conjunto com a Unesco para retornar os bens culturais e naturais que foram roubados da região da Chapada do Araripe. “Nós buscamos fomentar trocas científicas e culturais entre os países, com o objetivo de remover a intolerância e buscar a paz mundial, por meio da recuperação desses bens materiais” - destacou o diplomata.


Leonardo Piccinini, Beijanizy Abadia e Dayvesson Gusmão reunidos durante a roda de conversa "Panorama do processo de candidatura da Chapada do Araripe a patrimônio da humanidade e próximos passos"
Leonardo Piccinini, Beijanizy Abadia e Dayvesson Gusmão reunidos durante a roda de conversa "Panorama do processo de candidatura da Chapada do Araripe a patrimônio da humanidade e próximos passos"

A terceira roda de conversa foi sobre as Experiências do Território e contou com a presença das pesquisadoras Lívia Nogueira Pellizzoni, da Universidade Regional do Cariri (URCA) e Andréa Rabinovici, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), que são responsáveis pelo projeto Candeias. Além disso, também contou com a participação de Beatriz Gondim Matos, da Universidade Federal do Cariri (UFCA), com o projeto Observatório Kariri de Economia Criativa.


Lívia Nogueira e Andréa Rabinovici desenvolvem no Cariri o projeto Candeias que reúne o trabalho de artesãs e mestras locais para preservar o patrimônio imaterial e fortalecer a identidade regional da tradição do artesanato do Cariri cearense. Já Beatriz Gondim desenvolve o projeto Observatório Kariri de Economia Criativa, que busca incentivar o empreendedorismo cultural. 


Beatriz Gondim (UFCA) evidenciou que o trabalho de extensão da universidade contribuiu para a promoção de vivências e formações nos campos da economia criativa e da cultura, já que essas iniciativas permitiram produzir trocas culturais a partir do processo de mapeamento cultural do Cariri. 


Lívia Nogueira (URCA) e Andréa Rabinovici (UNIFESP) apresentaram o minidocumentário Candeias, que mergulha na história de sete artesãs da região do Cariri. A obra coloca essas mulheres em evidência, a partir de encontros promovidos para que compartilhem suas vivências e se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias.


Lívia Nogueira, Andréa Rabinovici e Beatriz Gondim durante roda de conversa "Experiências do Território"
Lívia Nogueira, Andréa Rabinovici e Beatriz Gondim durante roda de conversa "Experiências do Território"

Mais informações sobre o VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe podem ser conferidas nas redes da Fundação Casa Grande, como no Instagram e no canal do Youtube.


O Seminário é uma realização do Sistema Fecomércio Ceará por meio do SESC com organização da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri.


 
 
 

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