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VII Seminário Internacional Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe começa com discussões sobre a preservação do patrimônio local e o contexto da infância na candidatura à UNESCO

  • viiseminariobaciac
  • 22 de mai.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 27 de mai.

A Fundação Casa Grande é mais uma vez palco do fórum permanente de diálogo sobre patrimônio que trabalha para reconhecimento da Chapada do Araripe a patrimônio dá humanidade


Intérprete de libras durante as rodas de conversa
Intérprete de libras durante as rodas de conversa

O VII Seminário Internacional Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe - Patrimônio dá Humanidade com o tema Patrimônio e Infância começou na manhã desta quinta-feira (21/05) com a inauguração do Museu Orgânico Sítio Escola Zé Artur, situado no Sítio Patos, em Nova Olinda-CE.


Seu Zé Artur em conversa com as crianças da Fundação Casa Grande
Seu Zé Artur em conversa com as crianças da Fundação Casa Grande

A programação teve continuidade no Teatro Violeta Arraes - Engenho de Artes Cênicas, na Fundação Casa Grande - Memorial Homem Kariri. Na abertura tivemos a presença da Dayane Freitas, Diretora Presidente da Fundação Casa Grande, Henrique Jorge Javi de Sousa, Superintendente de Ações integradas do SESC/SENAC Ceará, Rafael Cordeiro Felismino, Secretário-Executivo da SECULT Ceará; Rafael Piccinini Machado, diplomata do Ministério das Relações Exteriores; Deyvesson Gusmão, Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Mônica Carvalho Freitas, Coordenadora da Conservação da Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará.


Dayane Freitas, diretora presidente da Fundação Casa Grande, fez a fala inicial do evento saudando os presentes e destacando que as discussões do VII Seminário Internacional terão repercussões para as gerações futuras.


Henrique Javi, superintendente do SESC Ceará, reforçou o apoio do SESC e do Fecomércio SENAC à candidatura da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade: “É através do trabalho permanente na Fundação Casa Grande, em que uma geração passa seus conhecimentos para a outra, que faz ser possível essa construção da valorização do território”. 


Deyvesson Gusmão, Presidente do IPHAN, por sua vez, destacou o trabalho da Fundação Casa Grande na preservação do patrimônio cultural e na construção da candidatura da Chapada do Araripe a patrimônio dá Humanidade. “O papel da Fundação é principalmente criar redes de apoio com valores emocionais, reafirmando o compromisso de dar institucionalidade ao processo de patrimonialização do território”. 


Já Rafael Piccini, representante do Ministério das Relações Exteriores, comentou sobre a  importância de valorizar o patrimônio cultural e natural, principalmente com o público jovem. 


Mônica Carvalho, Coordenadora da Conservação da Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará, evidenciou que não é possível pensar no futuro sem pensar na natureza, no meio ambiente e nas mudanças do clima. “A Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) tem ações voltadas para a Chapada, através de unidades de conservação e agentes jovens ambientais, para que a gente possa cada vez mais associar o homem a natureza, que é uma coisa que não deveria ter sido desassociada” - ressaltou a coordenadora.



Deyvesson Gusmão durante a conferência
Deyvesson Gusmão durante a conferência

A primeira conferência do VII Seminário dialogou sobre a participação da infância na candidatura do território da Chapada do Araripe a patrimônio dá humanidade. O diálogo foi conduzido pelas crianças da Fundação Casa Grande, Anna Beatriz Diniz e Pedro Gomes, e mediado pela docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), Andrea Pinheiro, que é também coordenadora do Laboratório de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (LabGRIM).


As crianças falaram sobre seus processos formativos na casa, sobre a relação com o território a partir dos conhecimentos que adquirem nas formações e como isso contribui para o seu desenvolvimento. Destacaram também o papel que assumem na produção dos seminários, sendo agentes ativos no processo de planejamento, organização e produção do evento. 


Para Pedro Gomes, gerente do Laboratório de Produção da TV Casa Grande, a fotografia é uma ótima forma de guardar histórias. “Pra mim, fotografar é guardar uma história. Eu fotografo o Mestre Aldenir. Quem garante que daqui há um mês o reisado vai estar vivo e ainda vai ter gente praticando? Então é guardar uma história para lá na frente ter uma história disso”.


Já Anna Beatriz, diretora da Casa Grande e produtora da TV Casa Grande e da Lume, destacou que através da comunicação é possível apresentar o território e dar visibilidade ao seu patrimônio cultural e natural, colaborando para sua preservação.



Andrea Pinheiro, Pedro Gomes e Ana Beatriz dialogando sobre os papeis da infância no patrimônio
Andrea Pinheiro, Pedro Gomes e Ana Beatriz dialogando sobre os papeis da infância no patrimônio

Na sequência, a professora Andrea Pinheiro apresentou o jogo de tabuleiro “Imaginário Cariri”, que foi desenvolvido pelos projetos de extensão Incrível Grupo de Estudos de Jogos de Tabuleiro (Igrejota) e Laboratório Experimental de Jogos, Comunicação e Audiovisual (SMDLab), ambos do curso de Sistemas e Mídias Digitais da Universidade Federal do Ceará (UFC).


“Imaginário Cariri”que teve a participação das crianças da Fundação Casa Grande em várias etapas da criação, como a definição da narrativa e a concepção dos personagens, é ainda um jogo acessível para pessoas com deficiência visual.


Os participantes do projeto do SMDLab, Igrejota, durante a roda de conversa
Os participantes do projeto do SMDLab, Igrejota, durante a roda de conversa

Mais informações sobre o VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe podem ser conferidas nas redes da Fundação Casa Grande, como no Instagram e no canal do Youtube.


O Seminário é uma realização do Sistema Fecomércio Ceará por meio do SESC com organização da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri.


 
 
 

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O Fórum Anual do Seminário Internacional Bacia Cultural Sociobiodiversa da Chapada do Araripe – Patrimônio dá Humanidade é um espaço de diálogo e construção coletiva dedicado à valorização, salvaguarda e gestão integrada dos patrimônios culturais, naturais e sociobiodiversos do território. Promove o intercâmbio de saberes entre comunidades, pesquisadores e instituições, fortalecendo práticas colaborativas, inclusivas e sustentáveis.

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